Uber cortará 3.700 empregos e salário do presidente da empresa

    [Fonte: G1]

    Medidas serão tomadas pela queda na demanda pelos serviços, causada pela pandemia do coronavírus. Brasil também foi afetado.

    A Uber anunciou nesta quarta-feira (6) que cortará cerca de 3.700 empregos e o presidente-executivo Dara Khosrowshahi renunciará ao seu salário-base pelo restante do ano. As medidas ocorrerão pelo impacto da pandemia do coronavírus.

    A empresa disse que as demissões incluem equipes de suporte e captação de clientes e espera gastar cerca de US$ 20 milhões em custos de indenizações e encargos relacionados. De acordo com a empresa, também houve demissões no Brasil.

    “Com menos pessoas realizando viagens, infelizmente a realidade é que não há atividades para muitos de nossos funcionários que trabalham com suporte direto a clientes. Como não sabemos por quanto tempo durará uma eventual recuperação, estamos tomando medidas para equilibrar nossos custos com o tamanho do negócio atual. É uma decisão difícil, mas correta, para ajudar a proteger a companhia no longo prazo e permitir que consigamos sair melhor desta crise”, disse a Uber em comunicado enviado ao G1.

    A Uber e a rival Lyft suspenderam suas perspectivas financeiras para o ano, uma vez que a demanda por serviços de transporte de aplicativos caiu drasticamente em todo o mundo após governos imporem medidas de isolamento social para conter a transmissão da Covid-19.

    Como a Uber é mais diversificada do que a Lyft, pode se apoiar em parte nos seus negócios de entrega de alimentos.

    A Lyft divulgará seus resultados trimestrais nesta quarta, e a Uber deverá reportar seu balanço nesta quinta-feira (7).