Há 12 anos, o Brasil não produzia tantas motocicletas como em 2024

    |Fonte: Diário do Poder|

    Nos quatro primeiros meses do ano, as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus fabricaram mais de 600 mil motos

    No geral, o mercado automotivo brasileiro está super positivo em 2024. Dos emplacamentos a produção de veículos e motocicletas, todos os dados estão no azul e com números cada vez mais surpreendentes. Em vários segmentos, o primeiro quadrimestre foi o melhor em anos, como a fabricação de motos.

    Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), nos quatro primeiros meses do ano, as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), foram responsáveis por 601.340 motos produzidas, o melhor período desde 2012.

    Além disso, o primeiro quadrimestre de 2024 apresentou uma alta significativa de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 514.405 motos foram produzidas.

    Em abril, 163.402 motocicletas saíram das linhas de montagem das marcas instaladas no PIM, uma alta de sonoros 39,5% em relação ao mesmo mês de 2023 (117.134) e de 4,6% perante março (156.216). Este foi o melhor resultado para o mês em 14 anos.

    “O bom momento vivido pelo segmento tem como principais fatores o atual cenário macroeconômico e a opção da motocicleta como meio de transporte. Com o bom ritmo do mercado de motocicletas, as associadas da Abraciclo seguem empenhadas na produção, com o objetivo de atender as demandas dos consumidores”, afirma Marcos Bento,presidente da entidade.

    No entanto, ao contrário de todo o mercado, as exportações seguem em baixa, seja entre os veículos leves, caminhões e ônibus, seja entre as motos. De acordo com os dados da Abraciclo, no primeiro quadrimestre foram exportadas apenas 12.027 unidades, o que representa uma queda de 13,7% em relação ao mesmo período de 2023 (13.936).

    Em abril, 2.648 unidades foram enviadas para outros países, o que representou uma redução de impactantes 35,3% em relação a março (4.092) e de, não menos piores, 27,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado (3.657).