Fábricas de caminhões começam ano com crescimento de 7,5%

    |Fonte: Automotive Business|

    Montadoras produziram 9,5 mil unidades; volume não foi maior por causa de férias coletivas e impacto da Ômicron

    Vale recordar que a produção de dezembro foi a melhor para o mês desde o distante 2011 no caso dos caminhões e isso ocorreu para o atendimento de encomendas a ser entregues durante o primeiro semestre de 2022. Além das férias coletivas, a Anfavea admite que a variante Ômicron da Covid-19 também afetou a produção neste começo de ano.

    Os caminhões pesados (com Capacidade Máxima de Tração, CMT, acima de 45 toneladas) se mantêm como os mais representativos e tiveram 3,8 mil unidades montadas em janeiro, indicando uma leve alta de 1,5% na comparação interanual. Em seguida vieram os semipesados (com CMT igual ou inferior a 45 toneladas), com 3 mil unidades fabricadas e crescimento de 2,7%.

    A produção de modelos leves (com Peso Bruto Total, PBT, de 6 a 10 toneladas) também foi expressiva em janeiro, 2,1 mil caminhões, indicando alta de 32,4% sobre janeiro do ano de 2021. Tanto as vendas locais como as exportações puxam a fabricação de modelos leves.

    Mercado interno avança mais de 15%

    As vendas locais registraram em janeiro 8,7 mil caminhões emplacados. O confronto com dezembro indica queda de 26,8%, mas ante janeiro de 2021 se vê uma alta de 15,5%. Como comparação, a venda de ônibus avançou somente 1% em janeiro e os veículos leves (automóveis e comerciais) recuaram quase 30% no confronto com janeiro do ano passado.

    Os caminhões pesados responderam sozinhos em janeiro por 4,4 mil unidades, mais da metade do total licenciado e alta de 25,8% sobre o mesmo mês de 2021. Gustavo Bonini ressalta também o crescimento de 21% nas vendas dos caminhões leves, que somaram quase 900 licenciamentos em janeiro.

    A projeção total para os caminhões (divulgada há um mês) é de 140 mil licenciamentos em 2022 e alta próxima a 9% na comparação com o ano anterior, mas os fabricantes já se preocupam com a possibilidade de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 0,5% e também com taxas de juros crescentes.

    “O que motiva a venda de um caminhão não é um novo ano-modelo, mas sim a perspectiva de mercadorias para transportar”, recorda Bonini, atrelando as vendas do setor ao bom desempenho da economia.

    Exportações recuam 13,8%

    As montadoras instaladas no País exportaram em janeiro 1,2 mil caminhões, o que resultou em queda de 39% na comparação com dezembro. O confronto com janeiro de 2021 indica retração menor, de 13,8%. Vale recordar que se trata de um só mês de embarques e a Anfavea projeta enviar até o fim do ano cerca de 24 mil caminhões a outros países. Se isso se confirmar, o crescimento nas vendas externas será próximo a 8% em 2022.

    Os dois segmentos com maior volume nas exportações foram os pesados (487 unidades) e semipesados (322). Ambos registraram quedas superiores a 20% na comparação com janeiro do ano passado. Mas as vendas externas de caminhões leves apontaram alta de 34,5% sobre janeiro de 2021, com exatos 300 caminhões enviados.

    A produção de caminhões em janeiro somou 9,5 mil unidades, resultando em queda de 23,7% na comparação com dezembro. Mas o confronto com janeiro do ano passado indica alta de 7,5% e confirma a possibilidade de mais um ano de crescimento para o setor. Os números foram divulgados na segunda-feira, 7, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

    “Observamos que nossas associadas de maneira geral esticaram o período de férias coletivas em janeiro depois de ter acelerado a produção no mês anterior”, afirma o vice-presidente da organização, Gustavo Bonini.